<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714</id><updated>2011-08-01T07:25:12.811-07:00</updated><title type='text'>No canto do olhar</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-6479676949932059229</id><published>2009-10-16T13:59:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T14:00:29.353-07:00</updated><title type='text'>Um lugar chamado Humildade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A vida é uma longa lição de humildade. A humildade não está na pobreza, na penúria, na necessidade, na indigência, na nudez... Ser humilde não pressupõe subserviência. Ao contrário, o homem que tem o direito de exigir, de lutar, de reclamar, quando apesar de tudo abençoa, este é o verdadeiro humilde. Talvez seja o sentimento mais difícil de ser exercitado. Em grande parte, somos tão exigentes conosco e com o próximo, em especial com nosso semelhante, que nos esquecemos de que somos feitos da mesma matéria falível.&lt;br /&gt;O amor encontra seu espaço na humildade. Quem ama, no sentido mais amplo da palavra, é um indivíduo que se reveste de humildade, pois entende que ser humilde tem significado distante de ser humilhado; cuida do amor com benevolência, sem tomar para si todas as razões e justificativas; encontra no outro as delicadezas que tantas vezes não encontra em si mesmo.&lt;br /&gt;Quando nos descobrem as fraquezas e medos, encontramos o caminho para o exercício da humildade: entender que não somos perfeitos e aceitarmos tais fraquezas, sem acomodação do espírito, pode nos levar a salvação de nós mesmos. Assim, nos afastamos da soberba e do comodismo.&lt;br /&gt;Em tempos de tanta pressa e modernidade; de sociedades tão exigentes; de competitividade e exploração; de banalização do amor, do sexo e da cultura, cabe-nos a interiorização para investigar dentro de nós mesmos o quanto estamos nos valendo da humildade como arma virtuosa para reconhecer nossos defeitos e projetar nossa vida e anseios, da forma mais abençoada que possamos merecer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-6479676949932059229?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/6479676949932059229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=6479676949932059229' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/6479676949932059229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/6479676949932059229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2009/10/um-lugar-chamado-humildade.html' title='Um lugar chamado Humildade'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-2817299369634782732</id><published>2009-09-10T13:37:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T16:05:13.033-07:00</updated><title type='text'>Sapatos, melhor não tê-los</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A primeira vez que me lembro de um par de sapatos de verdade, foi o que ganhei para minha primeira comunhão.&lt;br /&gt;Eram lindos, pretos, de verniz, chamados "boneca", com fina tira de couro que abotoava no tornozelo. Entre nós ocorreu um namoro silencioso. Os sapatos na vitrine da loja e eu, menina de poucas posses, perdidamente apaixonada! Eu queria, sonhava com eles.&lt;br /&gt;Minha mãe em sua dificuldade financeira esticava daqui e dali o magro salário ( os professores naquele tempo também sofriam do mal que acomete os de hoje). Mas não sobrava, para um par de sapatos. E eu pedia, ela prometia, entre um trabalho e outro.&lt;br /&gt;Mas minha mãe sofria com o aperto. Não tínhamos noção disto, éramos crianças e acreditávamos que ela podia tudo!&lt;br /&gt;O tempo passou e eu, não sei se por insistência ou por mérito, ganhei o tão sonhado par de sapatos. Para a primeira comunhão.&lt;br /&gt;Para a primeira comunhão! Até lá, quanto tempo? E o tempo passava na medida do meu tamanho. Lento, pequeno...&lt;br /&gt;E eu pedindo. Mãe, deixa eu calçar os sapatos? E a resposta na ponta da língua. Não, este é para a primeira comunhão.&lt;br /&gt;Não sei como não tomei raiva da primeira comunhão!&lt;br /&gt;Chegado o grande dia. Vestido com pequenas flores cor de rosa, véu de renda, terço na mão e sapatos, que já não cabiam nos pés...&lt;br /&gt;O tempo passou e eu havia crescido.&lt;br /&gt;Podem imaginar a decepção? Que nada! Lá fui eu para a igreja com o coração aos pulos, os pés apertados dentro dos sapatos, os olhos fixos no meu caminhar.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, eles eram meus, não sabia por quanto tempo, não importava. Aquele dia duraria minha vida inteira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-2817299369634782732?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/2817299369634782732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=2817299369634782732' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/2817299369634782732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/2817299369634782732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2009/09/sapatos-melhor-nao-te-los.html' title='Sapatos, melhor não tê-los'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-6216213399682352169</id><published>2009-08-31T06:45:00.001-07:00</published><updated>2009-08-31T06:45:20.975-07:00</updated><title type='text'>A esmo</title><content type='html'>Descubro, olhando pela janela,&lt;br /&gt;que viver é bom.&lt;br /&gt;Como é bom o carinho do filho,&lt;br /&gt;o olhar do amante, o beijo desejado,&lt;br /&gt;a chuva que molha o rosto em dia de calor,&lt;br /&gt;sol batendo na pele, a água correndo pelas mãos.&lt;br /&gt;Como é bom amar o que se faz,&lt;br /&gt;conhecer pessoas indiscriminadamente,&lt;br /&gt;ouvir a canção perdida,&lt;br /&gt;dar a gargalhada que explode a alegria,&lt;br /&gt;servir, cuidar, amar e amar incondicionalmente.&lt;br /&gt;Saber de tudo um pouco,&lt;br /&gt;esquecer a mágoa e fugir da tristeza,&lt;br /&gt;ouvir o silêncio das palavras&lt;br /&gt;e deixar o coração guiar o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho pela janela e descubro que viver é bom.&lt;br /&gt;Mas como dói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-6216213399682352169?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/6216213399682352169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=6216213399682352169' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/6216213399682352169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/6216213399682352169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2009/08/esmo.html' title='A esmo'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-8929349009923273218</id><published>2009-08-31T06:44:00.001-07:00</published><updated>2009-08-31T06:44:36.984-07:00</updated><title type='text'>Três marias</title><content type='html'>são apenas três marias.&lt;br /&gt;juntinhas partilham anseios,&lt;br /&gt;juntinhas dividem suas dores,&lt;br /&gt;juntinhas caminham caminhos,&lt;br /&gt;juntinhas exorcisam receios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são apenas três marias,&lt;br /&gt;formigas trabalhadeiras,&lt;br /&gt;Helenas sem cavalos de batalha,&lt;br /&gt;inquestionavelmente,&lt;br /&gt;pequenas grandes guerreiras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-8929349009923273218?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/8929349009923273218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=8929349009923273218' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/8929349009923273218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/8929349009923273218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2009/08/tres-marias.html' title='Três marias'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-1688091501736931552</id><published>2009-08-31T06:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T06:42:02.716-07:00</updated><title type='text'>Ao meu pai, no seu dia</title><content type='html'>De repente não tinha pai.&lt;br /&gt;No escuro de minha casa procuro recompor tua lembrança&lt;br /&gt;Depois de tanta ausência. Fragmentos da infância&lt;br /&gt;Boiaram do mar de minhas lágrimas. Vi-me eu menina&lt;br /&gt;Correndo ao teu encontro.&lt;br /&gt;Deste-nos ombro e amor. A mim me deste&lt;br /&gt;A suprema herança: a capacidade de amar&lt;br /&gt;Em silêncio. Partiste um dia&lt;br /&gt;Tua morte, como todas, foi simples.&lt;br /&gt;É coisa simples a morte. &lt;br /&gt;Dói, depois sossega. &lt;br /&gt;Não és, como não serás nunca para mim&lt;br /&gt;Um cadáver sob um lençol...&lt;br /&gt;Por tudo o que não nos deste&lt;br /&gt;Obrigada, meu pai.&lt;br /&gt;Não te direi adeus, de vez que acordaste em mim &lt;br /&gt;Com exatidão nunca sonhada&lt;br /&gt;A imagem de pai inesquecível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-1688091501736931552?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/1688091501736931552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=1688091501736931552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/1688091501736931552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/1688091501736931552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2009/08/ao-meu-pai-no-seu-dia.html' title='Ao meu pai, no seu dia'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-7907413217180310147</id><published>2009-08-31T06:36:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T16:06:15.864-07:00</updated><title type='text'>Mulher, 40 graus à sombra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando nasci, um anjo quieto, sereno, calmo e chorão disse: Vai, cumprir sua sina, fundar reinos, inaugurar linhagens... A tristeza não será sua irmã, mas a alegria, esta, sua grande companheira. Um dos dedos da mão de uma família de cinco (talvez o mindinho), cresci magra e miúda, verdadeiramente uma menina-diaba, de cabelos crespos e indomáveis.&lt;br /&gt;Recebi de mamãe e de papai uma criação que me ensinou a ser responsável e a dividir com meus irmãos afeto, cuidados e respeito. Com meus irmãos, aprendo, todos os dias, que dificuldades veem, mas passam; que respeito é bom; e que família é tudo! Compartilho dores e sabores, alegrias e tempestades, a observação de que viver é bom, e de que a voz do sangue é forte e inquestionável.&lt;br /&gt;Comecei a trabalhar muito cedo, escolhi o ofício porque tive o melhor dos espelhos: minha mãe. Com ela aprendi a arte do magistério. Acho que sempre quis fazer tudo parar agradar minha mãe. Acho, não. Tenho certeza. E disto nunca me arrependo!&lt;br /&gt;Pude experimentar a glória de ser mãe. Aliás, sempre me orgulhei de ser mãe, em primeiro lugar. Filhos? Melhor não tê-los. Mas se não os temos como sabê-los? Como saber que macieza nos seus cabelos que cheiro morno na sua carne que gosto doce na sua boca! Chupam gilete, bebem xampu, ateiam fogo no quarteirão. Porém, que coisa que coisa louca, que coisa linda que os meus filhos são! Acho que cumpri direitinho meu papel. E me orgulho disto também.&lt;br /&gt;O tempo passou e outras pessoas entraram em minha vida. Fiz companheiros e amigos verdadeiros. Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Conheci lugares e pessoas. Cresci. Transgredi para viver. Mas a menina ainda mora cá dentro. Tenho em mim todos os sonhos do mundo. Busco a terra sem vento, a mansa terra. E a batida surda e quente do magma mais profundo, para embalar o meu sono. Busco a tranqüilidade da enseada. Já conheci as águas que é preciso saber. Fui bem além das colunas de Hércules e há muito descobri que por mais longe o mar, jamais despenca. Lancei meu canto por entre espumas, encantei marinheiros. E eu própria naveguei, seguindo as estrelas do céu, contando as estrelas do mar, até chegar a portos dos quais nem suspeitava a existência. Agora é tempo de lançar as tranças na água e deixar que se enlacem nos rochedos, ancorando-me ao meu destino.&lt;br /&gt;Agradeço a Deus a bênção da vida e peço: tende piedade, Senhor, de todas as mulheres porque ninguém mais merece tanto amor e amizade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-7907413217180310147?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/7907413217180310147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=7907413217180310147' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/7907413217180310147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/7907413217180310147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2009/08/mulhe-40-graus-sombra.html' title='Mulher, 40 graus à sombra'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-8674830036019358447</id><published>2008-01-22T14:11:00.001-08:00</published><updated>2008-01-22T14:11:57.586-08:00</updated><title type='text'>mães não deviam morrer</title><content type='html'>Quero confessar:&lt;br /&gt;eu tenho inveja de Drummond.&lt;br /&gt;Ele pensou nas mães e viu que era bom:&lt;br /&gt;mãe definitivamente não devia morrer.&lt;br /&gt;Quero ser velho no colo quentinho da mãe também velhinha.&lt;br /&gt;Faço oração a Deus e peço a redenção das mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mães não deviam morrer nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-8674830036019358447?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/8674830036019358447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=8674830036019358447' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/8674830036019358447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/8674830036019358447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/mes-no-deviam-morrer.html' title='mães não deviam morrer'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-1619533254580325958</id><published>2008-01-22T14:00:00.003-08:00</published><updated>2008-01-22T14:08:27.035-08:00</updated><title type='text'>Revanche</title><content type='html'>O tédio sobrevive em todas as coisas.&lt;br /&gt;Desfaz-se, entretanto,&lt;br /&gt;nos pequenos atos,&lt;br /&gt;tão simples,&lt;br /&gt;tão fáceis,&lt;br /&gt;tão repletos de silêncio.&lt;br /&gt;O tédio com sua boca enorme&lt;br /&gt;não é capaz de devorar&lt;br /&gt;minha alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-1619533254580325958?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/1619533254580325958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=1619533254580325958' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/1619533254580325958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/1619533254580325958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/revanche.html' title='Revanche'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-7198040199582677243</id><published>2008-01-22T14:00:00.002-08:00</published><updated>2008-01-22T14:07:00.204-08:00</updated><title type='text'>Ser ou Ser</title><content type='html'>Sou o que sou:&lt;br /&gt;incontida, repleta,&lt;br /&gt;perceptiva, mulher.&lt;br /&gt;Alegre porque feliz,&lt;br /&gt;decidida porque desejo.&lt;br /&gt;Não quero ter receios&lt;br /&gt;daquilo que não vivi.&lt;br /&gt;Quero a plenitude&lt;br /&gt;do perfume&lt;br /&gt;que exala&lt;br /&gt;das minhas emoções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-7198040199582677243?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/7198040199582677243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=7198040199582677243' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/7198040199582677243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/7198040199582677243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/ser-ou-ser.html' title='Ser ou Ser'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-6275440376133114736</id><published>2008-01-22T14:00:00.001-08:00</published><updated>2008-01-22T14:05:33.642-08:00</updated><title type='text'>Revelação.</title><content type='html'>Se um dia me perguntarem&lt;br /&gt;se sei poetar,&lt;br /&gt;nego.&lt;br /&gt;Furto dos mestres&lt;br /&gt;o mistério das palavras.&lt;br /&gt;Escrevo porque sinto&lt;br /&gt;e se isto é poesia,&lt;br /&gt;me permito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-6275440376133114736?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/6275440376133114736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=6275440376133114736' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/6275440376133114736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/6275440376133114736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/revelao.html' title='Revelação.'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-1925075829139380562</id><published>2008-01-22T14:00:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T14:02:25.931-08:00</updated><title type='text'>Tentativa vã</title><content type='html'>Não tenho mais medo.&lt;br /&gt;De nada nem de ninguém.&lt;br /&gt;Isento-me das culpas,&lt;br /&gt;fortaleço-me nas pequenas certezas,&lt;br /&gt;exorcizo meus fantasmas.&lt;br /&gt;Expiei todos meus pecados,&lt;br /&gt;Nessa vida feita de padecimento.&lt;br /&gt;erro, acerto&lt;br /&gt;erro e acerto novamente,&lt;br /&gt;e mais uma vez erro.&lt;br /&gt;Acho que meu acerto de contas é comigo mesma.&lt;br /&gt;E do canto do meu olhar espreito nova possibilidade&lt;br /&gt;de acertar.&lt;br /&gt;Ou de errar ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-1925075829139380562?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/1925075829139380562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=1925075829139380562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/1925075829139380562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/1925075829139380562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/tentativa-v.html' title='Tentativa vã'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-1751193970747499609</id><published>2008-01-20T12:53:00.000-08:00</published><updated>2010-03-21T16:10:30.505-07:00</updated><title type='text'>O HOMEM NU: um olhar sobre a nudez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade (Eça de Queirós)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo desempenha papel de extrema importância e significação na passagem do homem pela Terra. Traço que o acompanha desde a criação do mundo, a nudez - o princípio da vida – acaba por ser responsável pelo elo característico da natureza humana: o nascimento e a morte. Todo homem nasce nu e ao morrer a nudez lhe confere o despojamento e então, tudo o que lhe revestiu o corpo durante a vida se detém frente à nudez da inexorabilidade da morte.&lt;br /&gt;A passagem bíblica que narra o capítulo da Culpa Original esclarece a desobediência do homem e dá à nudez o caráter do pecado, da vergonha: o homem tem consciência de sua transgressão às leis divinas, esconde-se, ainda que não lhe tenha sido revelado por Deus que estava nu. Tomados pela consciência do pecado e punidos pela mão divina, o homem e a mulher tornaram-se conhecedores do bem e do mal, muniram-se de roupas, são expulsos do jardim do Éden e a partir daí as vestimentas e a nudez formarão o duplo antagônico que vai reger a questão do mito da nudez na história da humanidade.&lt;br /&gt;A própria história de nossa colonização pode ser examinada como um enfrentamento de dois mundos: o mundo dos vestidos e o mundo dos desnudos, portugueses e índios experimentam a perplexidade mútuas, o que aos europeus pareceu causar maior espanto, aos índios imagina-se percebido como um acontecimento só assimilável em sua visão mítica do mundo.&lt;br /&gt;Em muitas culturas ocidentais na atualidade, algumas partes do corpo como pés, mãos e rosto podem ficar descobertos, mas cobre-se o tronco. Peito, costas, ventres, órgãos sexuais (os sinalizadores da sobrevivência da espécie humana) são sempre vestidos e guardados. Em outras culturas, com seu código moral rigoroso, mulheres têm a obrigação de estarem sempre cobertas de preto, da cabeça aos pés.&lt;br /&gt;A nudez durante o encontro sexual, durante o banho, nas praias de nudismo em nada aproxima o homem de sua condição natural, visto que é rigorosamente marcada por restrições territoriais. O oposto à nudez do nascimento, elemento universal, é a nudez institucionalizada: a nudez do strip – tease, que transforma o público, segundo Barthes, “em voyeurs obrigatórios e, assim contracenadores daquele código hiperlingüístico”.&lt;br /&gt;A nudez é institucionalizada nos dias de Carnaval e, nas revistas masculinas virou marca registrada, exposta aos olhos de todos. Nos bailes de Carnaval, nos desfiles de escolas de samba, nos grandes clubes das cidades, parece estar substituindo as máscaras: os foliões se despem para vestirem a máscara da “sensualidade”, do “erotismo”, daquele tempo mítico de nossos antepassados indígenas. Nas últimas décadas a televisão passou a transmitir a nudez carnavalesca: ao trazer o nu para dentro de casa, o elemento natural desaparece e a nudez passa a ser aceita na moldura doméstica e assim, platéia e telespectador passam a redefini-la.&lt;br /&gt;O nu aparece na literatura e na música como elemento de inspiração, seja na descrição diáfana dos românticos, seja na descrição erótica de contemporâneos, seja nas metáforas musicais de nossos compositores. José de Alencar, em um de seus romances indianistas, oferece-nos a descrição física da beleza indígena, como modelo de perfeição, numa visão de extremo lirismo: ao descrever, logo no segundo capítulo do romance Iracema, a beleza da índia tabajara, automaticamente remete o leitor à extraordinária virtude física que a personagem encerra.&lt;br /&gt;Assim, o corpo traz, indelevelmente, sua marca de cultura. E o mito que ele encerra aponta para a multiplicidade, para a complexidade e desafia ao reencontrar a história da criação e a maneira como é conduzido através dos tempos.&lt;br /&gt;A nudez em sua complexidade proporciona um rastreamento semântico de seus códigos e acaba por nos revelar as molduras de “sagrado” e “profano”: sagrado, do latim sacratu – aquilo que se sagrou ou que recebeu a consagração; que concerne às coisas divinas, à religião; aos ritos ou ao culto (...); e profano, também do latim profanu – definido como oposto ao respeito que se deve às coisas sagradas; não sagrado; leigo (...).&lt;br /&gt;Hoje, no que diz respeito à nudez, transita-se no limite estreito entre os conceitos de certo e de errado, entre o sagrado e o profano, entre o bem e o mal. Vivemos numa demarcação estreita entre a nudez natural e a profana. E ainda que tenhamos uma aparente noção desta demarcação; ainda que conheçamos os cordões de isolamento, as proibições, os tabus que isolam tudo o que é sagrado e, portanto, só permitido a alguns (deuses, heróis, mitos, artistas) do que é comum e real a todos, a nudez nos irmana: nossa origem e nosso destino final neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;em&gt;Tomou-se, como ponto de partida, o filme “O HOMEM NU” (1997), de Hugo Carvana, baseado na novela de Fernando Sabino “A NUDEZ DA VERDADE”, a qual faz parte da trilogia de novelas do autor, “AQUI ESTAMOS TODOS NUS”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-1751193970747499609?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/1751193970747499609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=1751193970747499609' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/1751193970747499609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/1751193970747499609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/o-homem-nu-um-olhar-sobre-nudez.html' title='O HOMEM NU: um olhar sobre a nudez'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-7465197824073574059</id><published>2008-01-20T12:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T12:50:04.299-08:00</updated><title type='text'>O MULATO: RAÇA E COR NA LITERATURA</title><content type='html'>Numa forma de controle social, o homem cria o estereótipo, atitude que na verdade serve apenas para reforçar e justificar um determinado tipo de preconceito. A escravidão brasileira é responsável pela criação do estereótipo étnico, que vitimou o negro a viver no subsolo da condição social e que estabelece a distância social entre o senhor e o escravo fortalecendo contrastes entre o homem branco decente, culto, civilizado, e o negro bárbaro, irracional.&lt;br /&gt;É claro que o estereótipo não está necessariamente ligado à etnia. Entretanto, a questão da raça e da cor representa o ponto crucial para a verificação deste componente no romance O Mulato, de Aluísio Azevedo. Através da leitura, será possível a um leitor do século XXI entender a trajetória dolorosa da existência do negro brasileiro tantas vezes vítima da segregação e de sentimentos de superioridade estabelecidos pelo branco europeu; o negro que até certa época não era estatisticamente considerado sequer como homem.&lt;br /&gt;A cor do homem negro é, sem dúvida, o seu pior defeito e que dá à sociedade intolerante a chance de criar outros estereótipos populares. Assim, nascem da boca do povo expressões “negro de alma branca”,“casar com branca pra limpar a raça”, “mulato bem clarinho”, e que passeiam pela cultura popular numa forma de dissimular julgamentos de aversão à raça responsável pela formação étnica do povo brasileiro. A fusão do estereótipo com a realidade faz surgir, ainda, outros elementos, dessa vez, refletindo o ódio racial no Brasil. O preconceito estabelece, assim, o modo mais maledicente e indigno de intolerância racial.&lt;br /&gt;O poeta mineiro e negro, Adão Ventura, cuja poesia “advém do sentimento da cor da pele”, mostra que para aparecer sócio-economicamente como indivíduo, o negro teve que incorporar valores brancos, que vão resguardá-lo da violência e do anonimato: &lt;em&gt;o preto de alma branca e sua cor camaleão &lt;/em&gt;[...].&lt;br /&gt;         Antes da presença do Naturalismo como manifestação literária, a temática da cor e da raça chegava aos escritos sem a obrigação da polêmica. O Naturalismo trouxe renovação no que concerne à temática do negro, revitalizou tal abordagem acenando para a extinção do regime escravocrata. Nesse ponto, o romance O Mulato representa uma denúncia: Aluísio Azevedo tenta expor as feridas de uma sociedade pouco sensível às transformações que se faziam acontecer.&lt;br /&gt;         Com Raimundo, personagem principal, Aluísio procura fazer não o resgate do “preto de alma branca”- ainda que incorporasse as qualidades de um branco, o personagem descobre-se mulato e vê que não apenas a negritude aparente na pele é responsável pela indiferença e frieza com que é tratado: a origem negra será o “muro” que o separará das fronteiras históricas e sociais, que o levarão a um caminho sem retorno -, mas a denúncia da chaga social que vivia o país. Ao sentir-se amaldiçoado pela palavra que justificaria seu passado (um mulato!), brotam em Raimundo o ódio, a vergonha, o ressentimento, a inveja, a tristeza e a maldade: “Pois então de nada lhe valia ter sido bem-educado e instruído; de nada lhe valia ser bom e honesto?”. O que aconteceu a Raimundo explicita-se, ainda, no texto de Adão Ventura: &lt;em&gt;Carrego comigo / a sombra de longos muros tentando impedir / que meus pés cheguem ao final dos caminhos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Em O Mulato, o processo de criação empregado por Aluísio Azevedo continua válido. Nossas diferenças sociais ainda estão à espreita de observadores que penetrem no poço social que ainda tem, tantas vezes, aprisionado o homem de ontem e de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À memória de meu pai, cuja cor da pele nunca se transformou numa  faca que atingisse em cheio os nossos corações.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-7465197824073574059?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/7465197824073574059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=7465197824073574059' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/7465197824073574059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/7465197824073574059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/o-mulato-raa-e-cor-na-literatura.html' title='O MULATO: RAÇA E COR NA LITERATURA'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-5796586523014134520</id><published>2008-01-20T12:00:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T12:03:29.779-08:00</updated><title type='text'>“Minha pátria é minha língua”</title><content type='html'>Dias desses, estava dando aulas e li em sala um artigo publicado na internet em que o autor dizia ter horror a preposições, pelas alterações semânticas que ela podem oferecer às sentenças.&lt;br /&gt;Pensando nisso, vejo que, talvez, seja por essa fartura de significações que tem nossa língua que muitas pessoas ainda se mostram arredias ao aprendizado deste idioma fantástico que é o português. E é aí que estas se enganam!&lt;br /&gt;Nossa língua, semântica por excelência, oferece-nos tantas formas comunicativas, que fica impossível acreditar na “fobia” que acomete a tantos... A “última flor do Lácio, inculta e bela,/ (...) esplendor e sepultura”, de Bilac,  está cada vez mais aberta às possibilidades de interação.&lt;br /&gt;Basta ver as expressões cristalizadas pelos jovens ao dizerem “já é”, “fui”, “beleza”, “nem é”, para expressar frases inteiras, e cujos sentidos são expressos por pequenas lexias, expressões carregadas de cargas significativas. E como eles se comunicam!&lt;br /&gt;Marcos Bagno, em seu livro, “Preconceito lingüístico” é quem sabe disso: desfaz, com facilidade didática, os mitos que ainda teimam em afirmar que “ o português é muito difícil”. Mas que nada! Caetano Veloso, em Língua, muito bem coloca: “ Minha pátria é minha língua/ (...) o que quer e o que pode essa língua”.&lt;br /&gt;É claro que também não se diz nada aleatoriamente. É preciso pensar e pesar as palavras, antes de usá-las, e aí sim, domaremos este idioma, cavalo solto à revelia na arena dos medrosos e preconceituosos.&lt;br /&gt;Querer “viver o mundo” e não “viver no mundo”; “ir ao encontro dos meus sonhos” e não “ir de encontro aos meus sonhos”; “aproveitar a amizade” e não “aproveitar das amizades”; “ter medo por você” e não “ter medo de você”; “querer mais com”, “menos sem”; “mais por”, “ menos contra”; “.mais até” , “menos após”; “mais  entre”,  “menos sob”,  valem o desafio de encarar nosso idioma, tão rico em significados e sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-5796586523014134520?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/5796586523014134520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=5796586523014134520' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/5796586523014134520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/5796586523014134520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/minha-ptria-minha-lngua.html' title='“Minha pátria é minha língua”'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-2704564954253273229</id><published>2008-01-20T11:57:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T12:00:13.521-08:00</updated><title type='text'>Gênese ( para Paulo Mendes Campos)</title><content type='html'>No princípio do amor&lt;br /&gt;existe o olhar, a escuridão&lt;br /&gt;depois o acordar prematuro da alvorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas retinas paralelas&lt;br /&gt;vítreas.&lt;br /&gt;Dois corpos paralelos,&lt;br /&gt;espelhos humanos que refletem com intensidade&lt;br /&gt;imagens que se confundem&lt;br /&gt;até chegar a uma indivisível:&lt;br /&gt;escultura colocada no infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No princípio do amor o infinito se encontra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-2704564954253273229?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/2704564954253273229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=2704564954253273229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/2704564954253273229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/2704564954253273229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/gnese-para-paulo-mendes-campos.html' title='Gênese ( para Paulo Mendes Campos)'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PA4hpHL9ALA/Srbo7o1QWlI/AAAAAAAAABo/xqcJKID8Xdc/S220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-639996273195702714.post-5008205337940668863</id><published>2008-01-20T11:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T11:49:45.705-08:00</updated><title type='text'>chamada</title><content type='html'>Leio incessantemente Fernando Pessoa,&lt;br /&gt;alimento-me da sua emoção de fingidor.&lt;br /&gt;Mas não me esqueço de Florbela&lt;br /&gt;que espanca meu coração com sua sensibilidade.&lt;br /&gt;Convivo num paradoxo com João Cabral,&lt;br /&gt;na agudeza dos versos aliviados por sua destreza arquiteta das palavras.&lt;br /&gt;Leio Bandeira e tenho saudades da infância que não é minha.&lt;br /&gt;Encontro com Vinícius e prometo-lhe fidelidade enquanto durar a chama.&lt;br /&gt;Me emociono nas palavras do transubstanciado Murilo Mendes.&lt;br /&gt;Me perco no aroma das flores do mal de Baudelaire.&lt;br /&gt;Reencontro os marginais cuja poesia irriga minha veia poética.&lt;br /&gt;Roberto Piva, Paulo Leminski e Ana Cristina.&lt;br /&gt;Me lambuzo na sátira modernista dos Andrade, Mário e Oswald.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me aproximo e encontro ao meu lado, ali, tão fáceis,&lt;br /&gt;tão poetas,&lt;br /&gt;Everardo, Cleir,&lt;br /&gt;Leíde.&lt;br /&gt;E permito-lhes inundar minha alma de emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubro que a poesia invadiu, sem perdão,&lt;br /&gt;a minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/639996273195702714-5008205337940668863?l=lesunflower.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/5008205337940668863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=5008205337940668863' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/5008205337940668863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/5008205337940668863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/chamada.html' title='chamada'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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type='application/atom+xml' href='http://lesunflower.blogspot.com/feeds/183333922429148062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=639996273195702714&amp;postID=183333922429148062' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/183333922429148062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/639996273195702714/posts/default/183333922429148062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lesunflower.blogspot.com/2008/01/canto-fnebre.html' title='canto fúnebre'/><author><name>No canto do olhar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11762737513269769180</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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